Foragidos condenados a mais de 1.000 anos de prisão são capturados na Bolívia  

Os foragidos possuíam mais de dez mandados de prisão em aberto, e um deles estava na Lista Vermelha da Interpol.
Policiais na Operação Fronteira Segura, que resultou na captura dos foragidos. Foto: Reprodução.

Dois criminosos de alta periculosidade, condenados pela Justiça brasileira e com penas somadas que ultrapassam 1.000 anos de prisão, foram capturados na sexta-feira,28, na cidade de Ribeiralta, na Bolívia, durante a Operação Fronteira Segura. As informações são da Polícia Militar de Rondônia.

Ricardo Fabiano de Lima e Maciel Cavalcante dos Santos, os foragidos, possuíam mais de dez mandados de prisão em aberto, e um deles estava na Lista Vermelha da Interpol.  A ação foi realizada em conjunto pelo Ministério da Justiça e o Governo do Estado de Rondônia.

Um dos criminosos era apontado como líder de uma quadrilha especializada no roubo de camionetas nos estados de Rondônia e Acre. Segundo as investigações, os veículos eram levados ilegalmente para a Bolívia, onde eram revendidos, desmontados para a comercialização de peças ou utilizados como moeda de troca no tráfico internacional de drogas.

A captura mobilizou diversas unidades especializadas da Polícia Militar de Rondônia, incluindo os Batalhões de Fronteira, de Choque e o Bope, além do Pelotão de Operações com Cães.

Após 10 anos foragido no país vizinho, um dos criminosos foi localizado em território boliviano, onde vivia sob identidade falsa e possuía dupla nacionalidade.
O segundo foragido, natural do Acre, também era considerado de alta periculosidade e estava inserido na Lista Vermelha da Interpol.

A extradição dos criminosos para o Brasil está em andamento, e ambos deverão cumprir as penas impostas pela Justiça brasileira. A Operação Fronteira Segura segue em andamento com o objetivo de combater o crime organizado na região de fronteira.

A prisão foi resultado de um trabalho conduzido pela Polícia Nacional da Bolívia e pelo Núcleo Integrado de Inteligência de Fronteira (NIIF/GEI), com o apoio da Secretaria de Estado da Defesa e Cidadania de Rondônia (Sesdec).