O Brasil continua com alta concentração de riqueza, empatando com a Rússia no pior índice de desigualdade no mundo, aponta o Relatório Global do Banco UBS (Suíça), divulgado na sexta-feira, 20. O documento aponta também o crescimento de milionários em 56 mercados (países) pesquisados.
Em 2024, o país ocupou a primeira colocação em número de milionários na América Latina, com 433 mil pessoas com patrimônio superior a US$ 1 milhão, com México a seguir, totalizando 399 mil milionários.
O relatório considera, para se alcançar a pontuação da desigualdade, o conjunto de patrimônio como bens financeiros (renda e investimentos) e bens imóveis (como casas e apartamentos) de propriedade de pessoas físicas menos dívidas.
Quanto mais alta a pontuação maior a desigualdade, quanto menor indica uma distribuição da riqueza de forma mais equitativa. Os 10 países mais desiguais são: 1) Brasil (0,82); 2) Rússia (0,82); 3) África do Sul (0,81); 4) Emirados Árabes Unidos (0,81); 5) Arábia Saudita (0,78); 6) Suécia (0,75); 7) Estados Unidos (0,74); 8) Índia (0,74); 9) Turquia (0,73) e 10) México (0,72).
Os 56 países avaliados pela pesquisa são responsáveis por mais de 92% da riqueza mundial. O país mais igualitário avaliado na amostra é a Eslováquia, com 0,38 pontos.
Riqueza por adulto
O relatório traz ainda a riqueza média por adulto, que considera o patrimônio total dos países dividido pelo número de adultos. Na América do Norte é de US$ 593.347, líder no quesito, e de US$ 34.694 na América Latina, a pior colocada.
Riqueza concentrada
Apesar de ocupar o 19º lugar em número de milionários, o Brasil lidera na América Latina com folga, com 433 mil novos milionários no ano passado. O aumento de milionários não é acompanhado de uma distribuição de riqueza, devido a desigualdade patrimonial ser muito elevada. Veja os países com maior número de pessoas com patrimônio superior a US$ 1 milhão:
- Estados Unidos – 23,831 milhões
- China – 6,327 milhões
- França – 2,897 milhões
- Japão – 2,732 milhões
- Alemanha – 2,675 milhões