Um tremor de terra de baixa magnitude foi registrado no último domingo, 22 de junho, na região central do estado de Rondônia. O evento ocorreu às 19h44 (horário local) e teve epicentro no município de Ouro Preto do Oeste. Foi captado pela estação sismográfica da RSBR instalada em Guajará-Mirim, que registrou as ondas sísmicas nas três componentes do sismômetro: vertical, norte-sul e leste-oeste.
Dados da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) apontam que a magnitude estimada foi de 3,5. O tremor, embora fraco, foi sentido por moradores de cidades próximas como Ji-Paraná, Teixeirópolis, Jaru e Vale do Paraíso. Não há registro de danos estruturais ou vítimas.
Para a moradora de Ouro Preto do Oeste Andreza Dias, no entanto, o evento foi forte. “Nunca senti um tremor de terra tão forte como esse. A casa parecia que iria cair, tremeu tudo. Foi muito forte mesmo, muito estranho”, relatou a moradora ao G1.
A região afetada está situada no interior da Placa Sul-Americana, longe dos limites ativos entre placas tectônicas. Por isso, eventos sísmicos como esse são considerados incomuns e, geralmente, de baixa intensidade.
O Serviço Geológico Brasileiro (SGB) nota, no entanto, que falhas geológicas antigas ainda presentes no subsolo podem sofrer reativações ocasionais devido ao acúmulo de tensões internas, resultando em terremotos do tipo intraplaca — como foi o caso registrado em Rondônia.
O Serviço Geológico do Brasil (SGB), em parceria com instituições de pesquisa como o Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (SIS/UnB), Universidade de São Paulo, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Observatório Nacional e a Universidade Federal de Rondônia (Unir), destaca a importância do monitoramento contínuo da atividade sísmica no país.
Sem impactos significativos, tremores com essa magnitude, segundo o SGB, ajudam a aprimorar o conhecimento sobre a dinâmica geológica da região e reforçam a necessidade de manter e expandir a rede de monitoramento sísmico no Brasil.