O tema da inflação volta à pauta com novo levantamento feito pela Paraná Pesquisas entre os dias 18 e 22 de junho com 2020 pessoas. Para 71,4% dos entrevistados, os preços nos supermercados explodiram no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que em 7 de março disse que tomaria medidas “drásticas” caso a comida não baixasse de preço.
“A gente não quer brigar com ninguém. Mas se não encontrar solução pacífica, vamos ter que tomar atitudes mais drásticas porque o que interessa é gerar comida barata na mesa da população”, afirmou Lula em evento na cidade de Campo do Meio (MG), relativo à reforma agrária.
O fato, como a pesquisa constata, é que os alimentos continuam subindo, com uma estabilidade notada no preço do café, a grande reclamação de preço alto naquele momento.
Apenas 17,2% dos entrevistados pela Paraná Pesquisas dizem que os preços estão como eram antes de Lula, e 9,4% avaliam que eles diminuíram.
Por estratificação, os moradores do Sul são os que percebem aumento maior (77,9%); sudeste (76,1%); norte e centro-oeste (71,8%) e nordeste (60,4%). Estão entre os mais jovens os que por faixa etária percebem aumento maior dos alimentos nos supermercados: de 16 a 24 anos, 74,6%; e de 25 a 34 anos, 73,7% .
Preço da picanha
Na comparação do preço da picanha entre o governo de Jair Bolsonaro e de Lula, um tema aliás que foi junto com a cerveja mote de campanha do petista, os entrevistados dizem que sob comando do presidente Lula esse produto está “muito mais alto” para 33,2% e “um pouco mais alto” para 16,8%.
A percepção para 67,1% dos brasileiros entrevistados sobre a promessa de picanha e cerveja é que não acreditam ter facilidade na compra desses produtos até o final do governo Lula, já que não acreditam numa melhora da situação econômica.