Quatro deputados de Rondônia votam contra criação de 160 cargos no STF

Foram criados também 40 cargos de policial judicial. Impacto adicional é de R$ 7,8 milhões ao ano.
Motta surpreendeu deputados com votação à noite de PL de interesse do STF. Foto: Bruno Spada.

Dos oito deputados federais de Rondônia, quatro votaram contra a criação de 160 cargos no Supremo Tribunal Federal (STF), o que terá um impacto adicional de R$ 7,8 milhões neste ano, com previsão do mesmo valor no ano que vem. A votação em forma de substitutivo ao Projeto de Lei (PL 769/2024) ocorreu na noite de terça-feira, 8, na Câmara dos Deputados, em votação encerrada às 23h59.

Foram criados também 40 cargos de policial judicial. O STF alega que os recursos já estão previstos no teto orçamentário da Corte e que haverá remanejamento interno entre funções.

Na lista eletrônica da Câmara constam voto contrário os de Silvia Cristina (PP); Cristiane Lopes (União); Maurício Carvalho (União) e Lebrão (União). Não constam os nomes dos deputados coronel Chrisóstomo (PL); Thiago Flores (Republicanos); Fernando Máximo (União) e   Lúcio Mosquini (MDB). Parlamentares foram pegos de surpresa pela votação que não estava prevista, incluída na pauta à noite, em sessão extraordinária.

O PL tentou retirar da pauta a votação do projeto mas o requerimento apresentado pelo líder do partido, deputado Sóstenes (RJ) foi rejeitado por 159 votos. Obteve 110 a favor. Com 52 deputados, o PT votou 93% a favor (48) da criação dos cargos. De 71 deputados, 92% dos parlamentares do PL votaram contra (65).

O Novo, PRD e Rede, com oito parlamentares ao todo, votaram contra.

A Câmara aprovou também um benefício fiscal para a indústria que deve custar R$ 5 bilhões ao ano aos cofres públicos.