Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro saíram às ruas neste domingo, 20, em ato realizado em capitais do país, como Rio de Janeiro, São Paulo, Fortaleza, Brasília e Belo Horizonte, dois dias após a Polícia Federal ter cumprido dois mandados de busca e apreensão na residência e escritório do ex-presidente em Brasília, autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.
O ministro Alexandre de Moraes impôs ainda o uso de tornozeleira eletrônica, proibiu Bolsonaro de usar redes sociais e falar com diplomatas estrangeiros. As cautelares foram expedidas no âmbito de investigação que apura coação e obstrução ao processo em que ele responde à tentativa de golpe aberto para investigar o filho, Eduardo Bolsonaro.
Alexandre de Moraes diz também que o ex-presidente está alinhado ao filho na tentativa de obter sanções do presidente americano Donald Trump às autoridades do STF.
Em nota há dois dias, antes da “Caminhada pela Liberdade,” o PL disse que as medidas de Moraes são perseguição, que não se sustentam juridicamente. Na rede social X, o líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), fez uma convocação na sexta-feira, 18: “Brasil nas ruas já!.” Foi o dia em que Bolsonaro foi levado à Polícia Federal para colocar a tornozeleira eletrônica.
Na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, manifestantes empunhavam cartazes com a inscrição “Fora Moraes,” e pediram o impeachment do ministro. Faixa com “Lula, o pai dos impostos,” também apareceu entre os participantes.
Em Brasília, manifestantes fizeram caminhada com a participação de parlamentares aliados a Bolsonaro como Bia Kicis (DF) e Gustavo Gayer (PR), e protestaram também contra Moraes. Em Copacabana houve buzinaço.
Na segunda-feira, 21, o PL faz reunião para tratar de mobilização que deverá incorporar mais apoiadores, ainda sem data para ocorrer, avaliando-se o dia 3 de agosto. Políticos da legenda, entretanto, falam que os apoiadores devem continuar os protestos, que neste domingo, 20, teve participação do movimento Advogados de Direita.
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