A falta de perito medico federal em praticamente todo o Brasil , especialmente nas regiões Norte e Nordeste, afeta beneficiários da Previdência Social, que não conseguem fazer perícia e ter o atendimento que necessitam para obter um laudo, um atestado, justificar um afastamento ou mesmo obter benefício.
Na quarta-feira, 30, o Ministério da Previdência publicou a nomeação dos primeiros 250 profissionais de um total de 500, que serão chamados a tomar posse em agosto. As regiões Norte e Nordeste, mais carentes destes profissionais na rede do INSS, terão prioridade.
São estas regiões onde estão as maiores filas, o maior tempo de espera, sendo um problema antigo. Segundo a Previdência Social, serão contemplados em Rondônia 8 municípios, com 20 peritos. Eles são Alta Floresta d’Oeste, Ariquemes, Buritis, Cacoal, Jaru, Ji-Paraná, Pimenta Bueno e Vilhena.
Em Vilhena, o G1 registrou, em março de 2018, que apenas um perito médico existia na unidade do INSS local, sendo necessário que trabalhadores se deslocassem até 700 quilômetros para conseguir perícia em outras unidades da instituição.
Segundo a reportagem, por causa das recorrentes reclamações de beneficiários, “o Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação contra o INSS. O MPF apontou que em 2015, Vilhena tinha o pior tempo médio de agendamento de perícias médicas do país, com um prazo superior a 150 dias.”
O Ministério da Previdência Social diz que com a posse de 500 profissionais a capacidade de atendimento do Norte vai crescer 46,56%, e a do Nordeste, 36,31%. No Centro-Oeste, o aumento será de 28%. No Sudeste e no Sul, regiões com maior número de peritos atualmente, os reforços representarão ganhos de 5,2% e 2,7%, respectivamente.
O concurso para perito médico federal foi realizado em fevereiro deste ano, pelo Cebraspe, e contou com quase 14 mil inscritos.