BC relata crimes do Master ao TCU, um deles a existência de fundo ligado ao PCC

O primeiro crime identificado é a cessão de créditos inexistentes ao Banco de Brasília, que iria comprar o Master.
Sede do banco Master em São Paulo. Foto: Rovena Rosa/ABr.

Com o Blog da Mara

Em resposta ao pedido de explicações – aliás, outra intervenção considerada estranha pelo mercado – feito pelo Tribunal de Contas da União (TCU) a respeito da liquidação do banco Master, o Banco Central, segundo o jornal O Estadão, enviou um relato com uma lista de “graves irregularidades” praticadas pelo banco, citando ainda ter feito três comunicações ao Ministério Público Federal (MPF) sobre indícios de crimes cometidos pelo Master.

O primeiro  crime identificado é de julho de 2025 e se trata da cessão de créditos falsos, inexistentes, ao Banco de Brasília (BRB), adquiridos pelo Master de empresa terceira segundo o jornal. A transferência de créditos falsos configure crime contra o Sistema Financeiro Nacional.

Com o avanço das investigações pela Polícia Federal e Ministério Público Federal constatou-se o montante de R$ 12, 2 bilhões em carteiras de credito inexistentes para transferir ao BRB, com engrena de documentos falsos ao Banco Central para tentar fechar o negócio.

A existência de fundos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) foi relatada ao MPF em 17 de novembro. É uma suspeita relacionada a R$ 11,5 bilhões em operações que “revelaram inadequado gerenciamento de capital e risco, com negócios sem garantia, liquidez e diversificação, agravando a crise e justificando processos administrativos sancionadores,” diz O Estadão.

Segundo o jornal,  o documento enviado ao TCU não detalha sobre o uso de fundos, mas estariam ligados ao Reag DTVM, empresa do setor financeiro alvo da operação Carbono Oculto, que investiga a máfia dos combustíveis e ligações com o PCC, conforme apurou o jornal.

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