Toffoli manda a PF reduzir de 6 para 2 dias prazo para depoimentos do caso Master

O ministro determinou que todos os depoimentos sejam feitos em apenas dois dias, em espaço previamente definido no STF, alegando “limitação de pessoal e disponibilidade de salas."
Dias Toffoli deixou a relatoria do caso Master. Foto: Felipe Sampaio/STF.

Em mais uma iniciativa vista como interferência no trabalho da Polícia Federal, o relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, determinou nesta sexta-feira, 16, à instituição que altere as datas de depoimentos previamente definidos para ocorrer entre os dias 23 e 28 de janeiro, ao todo seis dias, informa o jornal Folha de São Paulo.

O ministro determinou que todos os depoimentos sejam feitos em apenas dois dias, em um espaço previamente definido no Supremo Tribunal Federal, alegando haver “limitação de pessoal e disponibilidade de salas,” conforme disse ainda o jornal.

Estão agendadas novas oitivas do dono do Master,Daniel Vorcaro, do ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa e de outros investigados nas irregularidades cometidas por executivos do Master.

Um novo agendamento com as defesas dos envolvidos será feito pela Polícia Federal, em um cronograma que será ainda definido.

Os banqueiros Daniel Vorcaro, do Master, e Paulo Henrique Costa, do BRB (Banco de Brasília) participaram de uma primeira rodada de oitivas em 30 de dezembro, marcada na véspera pelo ministro Toffoli, que somente tinha determinado uma acareação, incluindo o diretor do BC Ailton Aquino. Cada um falou por cerca de duas horas e meia. Aquino foi dispensado da acareação.

A alteração no cronograma é de depoimentos é a segunda interferência no trabalho da Polícia Federal logo após a segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada no dia 14 de janeiro.  Toffoli retirou da PF a responsabilidade de manter sob custódia tudo que foi apreendido durante cumprimento de 42 mandados, incluindo 39 celulares.

Alvo de críticas, em nova ordem o ministro mandou a PF enviar todo o material para a guarda da Procuradoria Geral da República, PGR. Em terceira manifestação, permitiu que quatro peritos por ele indicados sem consulta à Polícia Federal segundo o blog da jornalista Julia Duailibi possam acessar o material no âmbito da PGR.