Lewandowski e Master: deputado de SP aciona PGR para apurar conflito de interesse

Portal Metrópoles revelou que ex-ministro da Justiça de Lula até o inicio deste mês mantinha contrato jurídico com o Master.
Lewandowski admitiu prestação de serviço jurídico. Foto: Edilson Rodrigues.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, segue sendo provocado por causa do banco Master e suas conexões com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e personagens do governo Lula.  Nesta terça-feira, 27,  o deputado de São Paulo Guto Zacarias (União Brasil) acionou Gonet para apurar se houve tráfico de influência e violações à Lei de Conflito de Interesses por parte do ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski, cujo escritório de advocacia do qual é sócio recebeu mais de R$ 5 milhões do banco, montante inclusive pago no período em que ele atuava como ministro da Justiça e Segurança Pública, se desligando do cargo em 8 de janeiro deste ano.

Zacarias citou reportagem do Metrópoles que revelou o contrato entre o Master e o escritório de Lewandowski, com pagamentos mensais de R$ 250 mil. Os indícios apontam para o cometimento do crime de tráfico de influência e de atos atentatórios aos princípios da Administração Pública e à Lei de Conflito de Interesses.

Lewandowski teria sido indicado ao Master para prestar assessoria jurídica pelo líder do Governo no Senado Jaques Wagner (PT-BA), que também indicou, com um salário de R$ 1 milhão, o ex-ministro de Lula, Guido Mantega (PT).

O Ministro admitiu que prestou serviço jurídico ao Master por meio de seu escritório de advocacia, comandado agora pelo filho. Lewandowski, notório personagem ligado ao PT, indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) por Lula, também foi membro de um certo Conselho e Notáveis do banco Master.

“A apuração se mostra indispensável para verificar eventual nexo entre os valores recebidos, os serviços prestados e o exercício pretérito de função pública estratégica”, disse o deputado.

Guto Zacarias diz que o interesse público na apuração não é apenas sobre o expressivo valor em dinheiro mas sobretudo “no risco institucional inerente à eventual utilização indevida de prestígio, influência ou informações obtidas durante o exercício do mais alto cargo da política de justiça e segurança pública do País”.

Paulo Gonet tem negado atendimento as representações de parlamentares que questionam a suspeição do relator do caso Master, Dias Toffoli. Ele arquivou representação dos deputados federais Carolina de Toni (PL-SC), Carlos Jordy (PL-RJ) e Adriana Ventura (Novo-SP)  no dia 12 de dezembro.

Tramita na PGR ainda noticia crime da senadora Damares Alves (PL-DF) e representação do senador Eduardo Girão (Novo-CE).