Defesa negou abrir sigilo de celular de Vorcaro por receio de vazamentos

Aparelho foi apreendido durante a operação Compliance Zero. Advogado Podoval falou de vazamento das perguntas da delegada e de Toffoli aos depoentes para a coluna de Malu Gaspar.
Sede do banco Master em São Paulo. Foto: Rovena Rosa/ABr.

Com a quebra do sigilo colocado nos depoimentos feitos pela Polícia Federal no dia 30 de dezembro na sede do Supremo Tribunal Federal (STF), com vídeos divulgados na quinta-feira, 29, a defesa de Daniel Vorcaro, dono do banco Master, se negou a dar acesso à senha do celular do banqueiro, apreendido na operação Compliance Zero, aos investigadores com o argumento de receio de vazamentos.

Em determinado momento, o advogado Roberto Podoval diz que a delegada Janaína Pallazo, logo que acaba a audiência no dia 30 de dezembro para ouvir depoimentos de Vorcaro e de Paulo Henrique Costa, do BRB,  pediu para abrir o sigilo do aparelho. “Eu disse que tinha receio de vazamentos. Pois logo que acaba a audiência no dia as questões que a senhora colocou e o ministro Toffoli para os depoentes já estavam na coluna da Malu Gaspar, noticiadas tão logo acabou o ato.”

A delegada disse que o sigilo era absoluto quando Podoval disse haver coisas pessoais do cliente. Podoval rebateu: “O sigilo era absoluto, não deu 20 minutos, as questões estavam todas ali colocadas.”

O advogado disse que está processando a jornalista e que pediu abertura de investigação para apurar os vazamentos.

Veja video do dia 30 de dezembro, liberado pelo relator do caso Master, ministro Dias Toffoli: