Inicialmente agendado para quinta-feira, 5, o depoimento do empresário Daniel Vorcaro à CPMI do INSS ocorrerá após o Carnaval, no dia 26 de fevereiro. A informação é do presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG). Viana esteve nesta terça-feira, 3, com o ministro relator do caso Master no STF, Dias Toffoli, para tratar da autorização do depoimento. Vorcaro, em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, terá de se deslocar até Brasília sob custódia da Polícia Federal.
Segundo disse Viana durante coletiva com a imprensa, a data atendeu pedido dos advogados de Vorcaro. O senador avisou que, se o banqueiro não comparecer, poderá ser conduzido coercitivamente. Vorcaro é investigado pela Polícia Federal por causa de fraudes no banco Master, liquidado pelo Banco Central no dia 18 de novembro.
Viana destacou que o convocado terá de “explicar os 250 mil contratos de empréstimos consignados que o Banco Master tinha em carteira, que foram suspensos pelo INSS por falta de comprovação de documentação que garantisse de fato a efetividade e a anuência dos aposentados”.
O senador ressaltou que serão garantidos todos os direitos constitucionais de não autoincriminação, acompanhamento por advogado e tratamento digno ao depoente.
Presidente do INSS
Na quinta-feira, 5, está mantido o depoimento do presidente do INSS Gilberto Waller Júnior, em reunião que começa às 9h.
Viana ressaltou que Gilberto deverá explicar as medidas adotadas pelo órgão durante a sua gestão, avaliar a efetividade dos controles internos implementados e identificar responsabilidades administrativas no âmbito da gestão atual.
Habeas corpus
O senador lamentou a manutenção de habeas corpus, por parte do Supremo Tribunal Federal (STF), que impede o depoimento do empresário Maurício Camisotti à comissão.
Camisotti é apontado como sócio oculto da Associação dos Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos (Ambec), que arrecadou R$ 178 milhões entre 2019 e 2024 por meio de descontos indevidos na folha de aposentados e pensionistas. Muitos beneficiários do INSS prejudicados, segundo a Controladoria-Geral da União, nem sabiam que estavam filiados a essa associação.
Empresário do grupo Total Health, Camisotti foi convocado depois que oito requerimentos com esse objetivo foram apresentados, entre eles um do próprio presidente da CPMI. Segundo Viana, o empresário deve ser ouvido “em razão de seu envolvimento em graves esquemas de fraude e lavagem de dinheiro”.
O presidente da CPMI disse ainda que na semana que vem se reúne com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para tratar da prorrogação dos trabalhos da comissão por mais 60 dias.
Com informações da Agência Senado.