Os depoimentos de governadores, já iniciados pela CPI, pretendem obter subsídios técnicos e estratégicos para que a comissão possa compreender a atual dinâmica das facções criminosas nas diferentes regiões do Brasil, além dos entraves financeiros, legais e operacionais no combate à criminalidade, diz o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da comissão e autor do requerimento de convocação de diversos chefes de executivos e respectivos colaboradores da área de segurança.
Presidida pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES), a CPI pretende ouvir ainda os governadores de Amapá, Bahia, Ceará, Alagoas, Paraná, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo. Na semana passada, Ibaneis Rocha, do DF, e Claudio Castro, do Rio de Janeiro, não compareceram.
”A oitiva dos convidados é imprescindível para que esta comissão possa compreender, entre outros temas, as estratégias de inteligência em curso, as dificuldades operacionais enfrentadas, os gargalos no combate à lavagem de dinheiro por essas organizações e as ações de cooperação entre os estados e o governo federal”, destaca o senador no requerimento.
Foram ouvidos pela Comissão o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, e o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho. O ex-governador defendeu que as facções sejam enquadradas como organizações terroristas.
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