Caso Master: Toffoli manda PF enviar ao STF conteúdo de celulares apreendidos

Operação Compliance Zero apreendeu em sua fase, no dia 14 de janeiro, 39 celulares, 31 computadores e 30 armas, além de R$ 645 mil em espécie.
Sede do banco Master em São Paulo, liquidado em novembro. Foto; Rovena Rosa/ABr.

Após ser mencionado em diálogos com o dono do banco Master, Daniel Vorcaro, o ministro Dias Toffoli, relator das investigações sobre fraudes cometidas pelos executivos do banco superiores a R$ 12 bilhões, divulgou nota, confirmou ser sócio da Maridt, e determinou que a Polícia Federal encaminhe ao Supremo Tribunal Federal (STF) o conteúdo de todos os celulares apreendidos na segunda fase da 0operação Compliance Cero, realizada no ia 14 de janeiro.

Nesta fase, a operação, conforme balanço da Federal à imprensa, cumpriu 42 mandados de busca e apreensão em cinco Estados, tendo apreendido 39 celulares, 31 computadores e 30 armas, além de R$ 645 mil em espécie.

A ordem de Toffoli, dada nesta quinta-feira, 12, ocorre um dia depois da Polícia Federal ter produzido e entregue um relatório ao ministro Edson Fachin, presidente do STF, relatando ter encontrado menções ao nome de Toffoli nos diálogos de Vorcaro, incluindo conversas entre os dois e pagamentos ao ministro.

Toffoli, além do conteúdo dos aparelhos, pediu laudos periciais já produzidos sobre o material e outros elementos de prova documentados. O ministro, que continua considerando não ser suspeito para continuar na relatoria do caso Master, argumentou que a defesa de Vorcaro pediu acesso ao conteúdo das mídias e, por isso, se faz necessário que a PF enviasse todo o material ao STF.

“As referidas providências deverão ser adotadas imediatamente, para que seja possível cumprir-se o disposto na Súmula Vinculante 14, preservando-se o direito de defesa, o contraditório e o devido processo legal”, escreveu.