PL diz que desfile pró-Lula reúne “ilícitos eleitorais” e desafia a jurisprudência do TSE

Partido anunciou que irá adotar medidas judiciais contra o desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Lula da Silva.
Senador Rogério Marinho, do PL, líder da oposição. Foto: Pedro França.

O Partido Liberal anunciou na segunda-feira, 16, que irá providenciar medida judicial contra o desfile da escola de samba Acadêmicos de  Niterói, realizado no domingo, 15, que fez homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o samba-enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”.

Em nota divulgada à imprensa, a legenda afirma que a apresentação exibiu caráter politico eleitoral, materializando “uma série de ilícitos eleitorais que merecem responsabilização pela Justiça Eleitoral. ”

“Em vez de narrar uma história pessoal, como previamente alardeado, a escola, patrocinada com dinheiro público, promoveu verdadeiro discurso político de exaltação da imagem do pré-candidato Lula e de inaceitável ataque à imagem de Jair Bolsonaro, presente em diversas alas e alegorias da escola, em claro desvio de finalidade, com inequívoca conotação eleitoral e com a indevida construção da narrativa “bem x mal”, que sempre marcou as campanhas eleitorais do Partido dos Trabalhadores,” diz o texto.

O partido cita o uso de conhecido jingle de campanha, a menção repetida ao número de urna, a existência de ala com o símbolo do partido, a exploração de promessas de campanha, a exaltação do governo, e o tratamento depreciativo de segmentos da sociedade vinculados à oposição como elementos que realçam a conotação político eleitoral da escola, “num precedente inédito.”

Há demonstração ainda, segundo o partido, de que o processo de organização do desfile da escola foi instrumentalizado pela “própria máquina da Presidência da República,” citando o convite pessoal do Presidente a artistas para a homenagem.

“O quadro é inédito, desafia a jurisprudência do TSE firmada em situações de menor gravidade e ensejará a adoção das providências cabíveis,” diz ao final.

Leia a integra da nota divulgada no perfil do líder do PL no Senado, senador Rogério Marinho (RN).