Os sigilos bancário, fiscal e telemático do filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, foram autorizados pelo relator do caso Master, ministro André Mendonça, atendendo a pedido da Polícia Federal. Foi uma decisão, segundo revelou o site Poder360, tomada em janeiro, antes da aprovação da quebra dos sigilos aprovadas nesta quinta-feira, 26, pela CPMI do INSS.
A quebra dos sigilos aprovada na CPMI abrange o período de 2022 a janeiro de 2026.
Nas investigações desenroladas a partir da Operação Sem Desconto, a Polícia Federal descobriu citações a Lulinha por parte de ex-sócio de Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS. O interlocutor dizia que Antunes pagava R$ 300 mil de mesada a Lulinha havendo indícios de que o filho do presidente da República seja sócio oculto do lobista.
A defesa de Lulinha diz que são apenas ilações, e que ele não está envolvido com as fraudes do INSS, que resultaram no desvio de benefícios diretamente na folha de pagamento de aposentados e pensionistas. Houve menção ainda ao suposto recebimento por parte de Lulinha de R$ 25 milhões.
O presidente Lula afirmou em dezembro que ninguém será poupado nas investigações do esquema de fraude no INSS. “Se tiver filho meu metido nisso, será investigado”, completou. Ele voltou ao tema este ano, em fevereiro, ao ser questionado sobre o possível envolvimento do filho no esquema de descontos ilegais nas aposentadorias. Lula disse que a orientação do governo é investigar quem tiver de investigar.