Desgaste leva governo a recuar de aumento de imposto de importação para informática

Ministro da Fazenda Fernando Haddad havia declarado que aumento não teria impacto no preço de celulares e outros produtos. Governo queria arrecadar mais R$ 14 bilhões.
Politica de Haddad na Fazenda tem viés arrecadatório. foto: Valter Campanato/ABr.

Desgaste político levou o governo Lula a recuar do aumento de imposto de importação para produtos de informática e telecomunicações, como notebooks, roteadores mouses, smartphones e placas-mãe, informa o jornal Folha de São Paulo. Ao todo, são 15 os produtos que terão as alíquotas vigentes ao que eram em 5 de fevereiro.

Na Internet, em redes sociais, os memes e as criticas subiram de tom desde a segunda semana após o anúncio, gerando desgaste ao governo, cuja política fazendária é concentrada na elevação da arrecadação de taxas e impostos.

A Câmara de Comércio Exterior anunciou o recuo após uma reunião nesta sexta-feira, 27,  do imposto para 15 produtos.  Além disso, acolheu pedidos de utilização do ex-tarifário e isentou 105 itens de bens de capital, informática e telecomunicações. A alíquota fica zerada por 120 dias.

O ministro Fernando Haddad (Fazenda) vinha defendendo o aumento das alíquotas, dizendo que tinha caráter regulatório e que não afetava preços de produtos de informática e os demais componentes taxados na área de eletrônicos, por exemplo. O governo, segundo a Folha, projetava um aumento em R$ 14 bilhões na arrecadação de imposto de importação.

A decisão tomada no fim de janeiro elevou o imposto de importação de mais de mil produtos e gerou reclamações de associações dos setores de máquinas e de eletroeletrônicos.

Por ora, desistir de aumentar imposto para encarecer celulares no ano da eleição é medida que pretende corrigir um erro de cálculo eleitoral. É muito provável, no entanto, que a azia com o governo continue.

Cliqui aqui para ver a lista de produtos com a alíquota reduzida por decisão da reunião desta sexta feira da Camex.