Toffoli recusa, com alegação de foro intimo, relatoria de ação para instalar CPI

O ministro havia sido sorteado nesta quarta-feira, 11, relator da ação que cobra a instalação da CPI do banco Master.
Dias Toffoli deixou a relatoria do caso Master em 12 de fevereiro. Foto: Felipe Sampaio/STF.

O ministro Dias Toffoli divulgou nota agora a pouco para dizer que não irá relatar, por motivo de foro íntimo, o Mandado de Segurança impetrado pelo deputado Rodrigo Rollemberg para conseguir a instalação da CPI do Banco Master na Câmara dos Deputados. Rollemberg, ex-governador do Distrito Federal, conseguiu as assinaturas necessárias para a instalação da CPI.

O ministro, que deixou a relatoria do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF) sem ser considerado suspeito ou por foro intimo há um mês, foi sorteado nesta quarta, 11, relator de uma ação do deputado Rodrigo Rollemberg (PSB), que cobra a instalação da CPI do Banco Master na Câmara dos Deputados.

O ex-governador do Distrito Federal solicita a abertura da comissão parlamentar de inquérito para apurar a negociação da compra do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília, o BRB, e fraudes no sistema financeiro.  É o mesmo expediente a  que recorreram parlamentares para instalar a CPI da Covid.

“Eu fui ao STF para garantir a instalação da CPI do Banco Master. Acabo de entrar com um Mandado de Segurança no STF!! Protocolamos o requerimento com 201 assinaturas, cumprindo todos os requisitos da Constituição. Mesmo assim, a Presidência da Câmara se omitiu e sequer deu andamento ao pedido,” diz Rollemberg na rede social X. 

“Estamos falando de um escândalo que pode chegar a R$ 55 bilhões, afetando recursos públicos e fundos de previdência de servidores. CPI é direito da minoria e dever do Parlamento. Não vamos aceitar silêncio diante de um dos maiores escândalos financeiros do país,” concluiu o parlamentar.