Preso no dia 4 de março e sob custódia da Polícia Federal em Minas Gerais, as circunstâncias da morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário” , ocorrida no mesmo dia, são objeto de um Requerimento de Informação (RIC) encaminhado pelo Partido Novo ao ministro da Justiça na sexta-feira, 10.
“Sicário,” nome dado a assassino de aluguel, era um dos homens de confiança do ex-banqueiro Daneil Vorcaro. Segundo a PF, ele atuava em um dos núcleos da organização criminosa descrita pela instituição para ameaçar e intimidar adversários, políticos e jornalistas. Seus atos, segundo a PF, condiziam com o apelido recebido.
A presidente do Novo, deputada Adriana Ventura (SP), diz que encaminhou o documento ao ministro Wellington César com pedido de mais informações sobre “os atos de custódia, os protocolos de prevenção de autoagressão, a cadeia documental do óbito e as providências administrativas” adotadas pela Policia Federal no caso.
Luiz Phillipi de Moraes teria tentado o suicídio na cela no mesmo dia da prisão e, levado ao hospital, não teria resistido.
Logo após essa divulgação, a PF disse que o ato foi registrado por câmeras de segurança “sem pontos cegos,” que abriria uma investigação sobre a ocorrência. A morte dele foi oficialmente confirmada no dia 6.
A deputada diz que o tema afeta diretamente o cidadão uma vez que passa pela obrigação do Estado de garantir integridade, controle e responsabilidade de uma pessoa sob custódia da PF.