Sabatina de Jorge Messias confirmada para o dia 29 no Senado

Indicação é mais uma que contradiz discurso e prática do presidente Lula, que na campanha de 2022 disse que não indicaria para o STF profissionais com quem tem amizade, relação partidária ou quaisquer intimidade, seja pessoal ou profissional.
Advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado para o STF. Foto: Valter Campanato.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) agendou para quarta-feira, 29, às 9h, a sabatina do advogado-geral da União, Jorge Rodrigo Araújo Messias, indicado para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi confirmada pelo presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), segundo a Agência Senado.

Elaborado pelo senador Weverton (PDT-MA), o relatório sobre a indicação foi lido na quarta-feira, 15, e, inicialmente, a sessão para sabatinar Messias havia sido agendada para o dia 29. No entanto, a pedido de Weverton, a data havia sido adiantada para a terça-feira, 28. O senador disse ter sido procurado por outros parlamentares, que ponderaram sobre a proximidade da data da reunião com o feriado de 1º de maio, Dia do Trabalhador.

Contudo, a Agência Senado confirmou com o presidente da CCJ, senador Otto Alencar,  o retorno à data original da sabatina. A decisão se deu em função da dificuldade de comparecimento de todos os integrantes da CCJ no dia 28 pela manhã.

Jorge Messias é indicado para a vaga de Luis Roberto Barroso, que decidiu antecipar sua aposentadoria no STF. Ele deixou o cargo em 9 de outubro de 2025.

A indicação de Jorge Messias, ligado ao PT há tempos, é mais uma contradição entre o discurso e prática – aliás, permanentemente e em várias áreas – levada a cabo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.  Na campanha de 2022, ele disse que não indicaria para o STF profissionais com quem tem amizade, relação partidária ou quaisquer intimidade, seja pessoal ou profissional.

Não foi o que aconteceu. Ele indicou seu advogado pessoal Cristiano Zanin, depois o amigo e aliado político de longa data Flávio Dino, que deixou o posto de ministro da Justiça para ser ministro Supremo e agora indica Jorge Messias, companheiro de partido.