Os códigos-fonte dos sistemas eleitorais que serão utilizados nas Eleições Gerais de 2026 fforam inspecionados na tarde de quarta-feira, 10, no edifício-sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. Foi a segunda instituição a fazer a verificação. Em maio, o partido União Brasil realizou a primeira verificação.
Durante a vistoria, uma urna eletrônica foi aberta com intuito de mostrar o funcionamento interno do equipamento. Em um segundo momento, a equipe técnica apresentou o software da urna e detalhou como sua programação foi realizada.
A ação faz parte do Ciclo de Transparência Democrática promovido pela Justiça Eleitoral. O chefe da Seção de Voto Informatizado do TSE, Rodrigo Coimbra, participou da inspeção e reforçou que o sistema é auditável, transparente e seguro.
“Colocamos todo o software à disposição, todo o código-fonte, não só da urna, mas dos sistemas que estão em torno dela e que auxiliam na sua preparação. Além disso, mostramos como ocorrem os processos de auditoria, o transporte dos resultados, a totalização e a divulgação”, explicou Coimbra.
O código-fonte é o conjunto de comandos escritos em linguagem de programação que determina como os programas de computador devem funcionar.
A abertura dos códigos-fonte ocorre desde 2002, sendo prevista na legislação eleitoral. A partir de 2021, o período de fiscalização, que era de seis meses, foi ampliado para um ano antes das eleições, o que aumentou o tempo disponível para análise pelas entidades fiscalizadoras listadas no artigo 6º da Resolução TSE nº 23.673/2021.