A 100ª edição do Projeto Rondon acontece no Estado do Pará a partir de segunda-feira, 6, estendendo-se até 25 de julho, por meio da Operação Carimbó 2026. A ação reunirá 368 rondonistas – entre professores e estudantes de 35 Instituições de Ensino Superior (IES) – que irão promover atividades em 18 municípios.

Segundo o Ministério da Defesa, coordenador do projeto, estão programadas aproximadamente mil oficinas, com expectativa de atendimento a cerca de 67 mil pessoas. O Projeto Rondon ocorre durante o recesso acadêmico, e a iniciativa promove a troca de conhecimentos entre instituições de ensino e comunidades atendidas, em parceria com as prefeituras, responsáveis pela mobilização do público local.
O coordenador-geral do Projeto Rondon, coronel Euclides Soljenitsin Araujo, diz que o programa vai além das ações pontuais e gera impactos duradouros.

A base operacional das atividades da Operação Carimbó 2026 é a cidade de Marabá. Os municípios atendidos são Abaetetuba, Abel Figueiredo, Bagre, Bom Jesus do Tocantins, Brejo Grande do Araguaia, Cametá, Curralinho, Eldorado do Carajás, Goianésia do Pará, Itupiranga, Marabá, Nova Ipixuna, Novo Repartimento, Palestina do Pará, Parauapebas, Piçarra, São Geraldo do Araguaia, São João do Araguaia e São Sebastião da Boa Vista.
A operação Carimbó conta com o apoio do Estado do Pará e das Forças Armadas. A programação inclui também atividades culturais, com participação das comunidades locais.
As oficinas a ser desenvolvidas pelos rondonistas são nas áreas de saúde, educação, direitos humanos, justiça, comunicação, cultura, meio ambiente, culinária, agricultura, trabalho e tecnologia entre outras. Nesta edição, participam universitários de 100 cursos de graduação, como Medicina, Enfermagem, Direito, Administração Pública, Fisioterapia, Odontologia e Engenharia Florestal.
O coronel Euclides Araújo diz que o mais marcante nessa experiência “é perceber que o Rondon não transforma apenas comunidades – ele transforma identidades, histórias de vida e propósitos. Cada ação realizada carrega dedicação, espírito de colaboração e o compromisso de fazer a diferença na vida das pessoas.”
A Ilha de Marajó será contemplada com uma frente de atividade, e uma outra será realizada a bordo do Navio de Assistencia Hospitalar Sargento Lima, da Marinha do Brasil, com atendimento médico e odontológico a comunidades ribeirinhas.
O Exército fornecerá a infraestrutura de alojamento e alimentação. Já a Força Aérea Brasileira será responsável pelo transporte dos rondonistas, do Rio de Janeiro (RJ) a Marabá (PA), com a aeronave KC-390 Millennium.
Projeto Rondon: origem
O Projeto Rondon iniciou a primeira operação, denominada Operação Zero, em 11 de julho de 1967, com trinta estudantes e dois professores que deixaram o Rio de Janeiro com destino a Rondônia, a bordo de uma aeronave C-47, cedida pelo antigo Ministério do Interior.
Rondônia, que ainda não era Estado, recebeu a equipe por 28 dias, realizando trabalhos de levantamento, pesquisa e assistência médica, segundo a Wikipédia. Em 1989, quando foi extino, ele ja havia envolvido mais de 350 mil estudantes e professores de todas as regiões do Brasil. No ano de 2005 ele foi reintegrado as ações do Estado brasileiro, a pedido da União Nacional dos Estudantes (UNE), sob coordenação do Ministério da Defesa.
Desde a retomada, já beneficiou cerca de 2 milhões de pessoas em 1.416 municípios brasileiros, de acordo com o Ministério da Defesa, que executa a ação em parceria com outros ministérios, como o da Educação.
O nome do projeto é uma homenagem ao marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, sertanista, pesquisador e militar responsavel pela integração do país ao Oeste brasileiro por meio da instalação de telegrafos por milhares de quilômetros em desbravamento na Amazônia. C
Com informações do Ministério da Defesa.