Coincidência? STF age sobre acusação de estupro somente após Gaspar ser escolhido vice de Flávio

Gilmar Mendes, escolhido para relatar o caso, alega que a Corte estava em recesso por isso a trama toda contra Gaspar - verdadeira ou não - não teve prosseguimento. Será que teria, se Gaspar não tivesse se unido a Flávio Bolsonaro?
Relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar. Foto: Macos Oliveira.

Coincidência? Em Brasilia, isso não existe.

O STF dosa os acontecimentos políticos e interfere como nunca. Para beneficiar ou prejudicar, conforme as conveniências políticas e eleitorais. Isso já está muito claro para boa parte da sociedade.

O jantar promovido por Alexandre de Moraes é só um aperitivo monumentalmente desavergonhado da indecência toda.

Logo depois da acusação sem provas de estupro de vulnerável feita pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e senadora Soraya Thonicke (PSB-MS) na última sessão da CPMI do INSS, a PGR pediu em maio ao STF diligências da PF sobre o pedido dos parlamentares de abertura de inquérito contra o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL).

O STF, relata o portal Metropoles,  só acionou a PF ontem, 5 de agosto, quando Alfredo Gaspar foi escolhido vice de Flávio Bolsonaro para a disputa presidencial.

Gilmar Mendes, escolhido para relatar o caso, alega que a Corte estava em recesso por isso a trama toda contra Gaspar – verdadeira ou não – não teve prosseguimento. Será que teria, se Gaspar não tivesse se unido a Flávio Bolsonaro?

Se alguém por aqui ainda acredita em Gilmar Mendes – que aliás, depois de querer dar lição de moral em André Mendonça e desmoralizar em andanças na imprensa o trabalho do relator do caso Master, mergulhou no silêncio – levante a mão.

To fechada com Fernando Gabeira. É preciso implodir esse Supremo e recriar outro.