Suspeito de ameaça e extorsão contra deputado Amom, do Amazonas, é preso

A investigação apontou que o suspeito enviou vídeos com armas de fogo ao deputado, e expôs dados pessoais do parlamentar, além de intimidar familiares dele após Amom Mandel (Republicanos-AM) entregar às autoridades um dossiê apontando envolvimento de políticos e integrantes da segurança pública de seu Estado com facções criminosas.
Deputado federal Amom Mandel, do Amazonas. Foto: Zeca Ribeiro.

Uma operação conjunta da Polícia Legislativa Federal e Polícia Federal resultou na prisão, na sexta-feira, 21, de Gabriel Augusto Borges Nogueira, suspeito de ameaças de morte, perseguição e extorsão contra o deputado federal Amom Mandel (Republicanos-AM).  A informação é do site Metrópoles.

A prisão teria ocorrido  na cidade de Montes Claros (MG) em razão de Borges ter sido flagrado com munições de uso restrito. Ao analisar a prisão, o juiz Eliseu Silva Leite Fonseca, da Vara Plantonista da Microrregião XXIX, em Montes Claros, considerou a investigação feita no Distrito Federal sobre as ameaças contra o parlamentar.

Nesta terça-feira, 25, a Justiça de Minas Gerais converteu a prisão em preventiva e citou a necessidade de diligências adicionais, para tentar localizar arma compatível com as munições apreendidas.

A investigação apontou que o suspeito enviou vídeos com armas de fogo ao deputado, e expôs dados pessoais do parlamentar, além de intimidar familiares dele. Há possível ligação do suspeito com o Comando Vermelho por causa de mensagens que faziam alusão ao grupo criminoso.

Diligências relacionaram números de telefone usados nas intimidações, registros de IMEI, dados fornecidos pelo WhatsApp, registros de antenas de telefonia e endereços de IP ao suspeito.

As ameaças contra Amom Mandel vieram a público em janeiro de 2024, depois que Mandel entregou à PF um dossiê sobre supostas ligações de integrantes da segurança pública do Amazonas e políticos com facções criminosas.

Ele teria passado a receber intimidações após repassar o dossiê às autoridades, e pediu proteção à Câmara dos Deputados.  O então presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), pediu à PF que providenciasse escolta para o parlamentar.