A Coligação Brasil Pronto Pra Mais, frente de tentativa de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o que chamou “ofensas e calúnias” por parte dos adversários Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) durante o debate a TV Bandeirantes, exibido no domingo, 23, quando faltaram tres candidatos – o próprio Lula, Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo).
O jurídico da campanha porotocolou duas ações nesta quarta-feira, 26, nas quais solicita a remoção de conteúdos com cortes do debate das redes sociais dos presidenciáveis. Além de ofensa, Lula considera que os candidatos que concorrem com ele ao Palácio do Planalto disseram “calunias e mentiras.”
É solicitado também que seja vetado qualquer impulsionamento, e pedido de multa de R$ 30 mil a cada candidato.
Em relação a Ronaldo Caiado, a defesa alega que o candidato tentou associar o caso de Flávio Bolsonaro no filme Dark Horse ao presidente Lula. O ex-governador de Goiás batizou de dark lobby o caso das traficâncias de Lulinha ao poder executivo comandado pelo pai. Renan inclusive brincou e disse ter sido uma boa tirada.
A defesa considera que Caiado produziu um “trocadilho” para criar uma falsa associação e, por consequencia, confundir o eleitorado e produzir desinformação. É de conhecimento de todos que a Polícia Federal abriu tres inqueritos contra o filho do presidente Lula, o Lulinha, para investigar tráfico de influência em suposta associação – para a qual já ha evidencias – com uma lobista amiga dele, Roberta Luchsinger.
A defesa de Lula acha que o candidato do PSD ultrapassou “as balizas da liberdade de expressão,” conforme registro feito pelo Metropoles.
Já Renan Santos, para o jurídico da campanha petista, teria proferido seis ofensas contra Lula, entre elas “ladrão,” bebâdo” e “safado.” Renan, do Partido Missão, disse também que o PT é inimigo das polícias.
Para a defesa, são expressões que configuram calúnia, difamação e injúria. Ela pede que até o fim da campanha esse conteúdo do debate não seja replicado em cortes nas redes sociais.
Renan Santos foi enfático e contudente quanto a ausência dos candidatos, especialmente Lula e Flávio Bolsonaro. Chegou a levar à emissora duas fraldas com a inscrição “cagões,” para nominar os candidatos do PT e PL, e durante sua participação por várias vezes fez menção à cadeira vazia e a falta de respeito dos candidatos por se ausentarem do debate para o qual enviaram representantes e acordaram com regras.
Ao Poder360, o advogado de campanha de Ronaldo Caiado, Ricardo Penteado, disse em nota que a ação da campanha de Lula “é uma desfaçatez que, além de recusar-se a responder às críticas que lhe foram feitas, Lula queira calar seu adversário com essa tentativa de censura. Evidentemente, a Justiça brasileira não o atenderá.”
O portal também disse ter procurado a equipe de Renan Santos para saber se gostaria de se manifestar mas não teria havido retorno.