Em Ariquemes, homem pega 35 anos de cadeia por tentar matar mulher com canivete

O criminoso não aceitava o fim do relacionamento. Ele perseguiu e ameaçou a ex-companheira e acabou por atacá-la a golpes de canivete após obriga-la a dirigir um veículo.
Servidores e equipe do MP que atuou no caso.Foto: Divulgação/MPRO.
O Tribunal do Júri de Ariquemes, aproximadamente a 200 quilômetros da capital de Rondônia, concluiu na madrugada de quarta-feira, 26, o julgamento de um homem a 35 anos de prisão por tentativa de feminicídio, ato de violência que foi executado na presença da filha de 3 anos do casal.
A condenação é uma vitória da atuação do Ministério Público de Rondônia, que por meio da promotora de Justiça Natalie Del Carmen R. de C. Maranhão, e da sustentação da acusação no tribunal pela promotora de Justiça Luciana Maria Rocha Ponte Damasceno, obteve a condenação do réu.
O Conselho de Sentença reconheceu a prática do crime e fixou a pena em regime fechado. Além disso, foi fixado o valor de R$ 20 mil à vítima para reparação de danos. A defesa manifestou que irá recorrer da decisão.
A tentativa de feminicídio ocorreu em agosto de 2025. O réu atacou a ex-companheira com golpes de canivete após obrigá-la a conduzir um veículo, dentro do qual estava a filha de tres anos do casal.  A vítima conseguiu pedir ajuda e teve atendimento médico, o que impediu a consumação do crime. O acusado foi preso em flagrante.
A investigação apontou que o crime foi precedido por episódios de perseguição, ameaças e violência psicológica contra a vítima após o fim do relacionamento. O MPRO apontou o descumprimento de medidas protetivas concedidas pela Justiça para resguardar a mulher.
Julgamento no Tribunal do Júri
Durante a sessão, foram ouvidas testemunhas, a vítima e o réu. Após os debates entre acusação e defesa, os jurados decidiram pela condenação do acusado pela tentativa de feminicídio.O Conselho de Sentença reconheceu circunstâncias que aumentaram a gravidade do crime, como a prática em contexto de violência contra a mulher e na presença de descendente da vítima.
Com informações do MPRO.