Um estudo inédito, que contou com a participação de especialistas do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), divulgado na quinta-feira, 22, mostra que 18% da Amazônia é formada por áreas úmidas, porção mais vulnerável às mudanças climáticas no bioma.
Pesquisadores do Imazon e de outras três instituições ambientais com nova metodologia mapearam e classificaram 77 milhões de hectares de áreas úmidas no bioma amazônico, e deste total quase metade está fora de territórios protegidos.
O estudo “Desafios e oportunidades para a proteção, conservação e manejo de áreas úmidas do bioma Amazônia” foi possível, segundo o Imazon, graças à criação de uma metodologia de mapeamento por imagens de satélite que combinou dados de sensores remotos, mapas já publicados e o inventário nacional de áreas úmidas. O ICMBio, Isa e o EcosaMa são as outras organizações ambientais envolvidas na pesquisa.
Com diferentes características de vegetação, hidrologia e biodiversidade, as áreas úmidas são todos os ecossistemas presentes na interface entre ambientes terrestres e aquáticos. Elas podem ser de sistemas costeiros (como manguezais), interiores (como florestas de igapó ou de várzea) ou antropogênicos (como açudes e lagoas artificiais).
Essas áreas, explicam os pesquisadores, têm importância global para a regulação climática e manutenção da biodiversidade, além de importância local para a qualidade de vida de povos e comunidades tradicionais e para a purificação dos recursos hídricos.
Conforme o estudo, 53,7% das áreas úmidas do bioma encontram-se sob algum nível de proteção, sendo 21,3% em Unidades de Conservação, 15,4% em terras Indígenas, 3% em Sítios Ramsar e 14% em áreas protegidas sobrepostas.
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Com informações do Imazon.