Começam a ser ouvidos na segunda-feira, 26, pela Polícia Federal, os executivos do banco Master e do BRB, banco de Brasília, que negociou a compra do banco de Daniel Vorcaro, mas a operação foi impedida em setembro pelo Banco Central, que identificou uma operação de venda de carteiras de crédito fraudulentas ao banco público no valor de R$ 12 bilhões.
O BRB havia anunciado em março de 2025 a intenção de adquirir 58% do capital total do Master, mediante a compra de 49% das ações ordinárias e 100% das preferenciais, garantindo voto no conselho de administração.
O cronograma de depoimentos foi previamente autorizado pelo relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, que antecipou de seis para apenas dois dias o prazo de coleta de depoimentos. Parte das oitivas será feita por videoconferência, e parte será presencial, na sede do STF.
Segundo a CNN, devem depor na segunda-feira, 26, as seguintes pessoas:
- Dário Oswaldo Garcia Junior, diretor financeiro do BRB (Banco de Brasília) – videoconferência
- André Felipe de Oliveira Seixas Maia, diretor de uma empresa investigada no esquema – videoconferência
- Henrique Souza e Silva Peretto, empresário – videoconferência
- Alberto Felix de Oliveira, superintendente-executivo de tesouraria do Banco Master – videoconferência
No dia 27, terça-feira, estão previstos:
- Robério Cesar Bonfim Mangueira, superintendente de operações financeiras do BRB – presencial
- Luiz Antonio Bull, diretor de riscos, compliance, RH e tecnologia do Banco Master – presencial
- Angelo Antonio Ribeiro da Silva, sócio do Banco Master – videoconferência
- Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master – presencial.
Daniel Vorcaro, no depoimento dado à Polícia Federal, vazado para a imprensa, disse que tratou pessoalmente com o governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) sobre a venda do Master. O governador inclusive teria visitado o banqueiro em sua residência para tratar do assunto. Ibaneis nega.