A manutenção da prisão do ex-banqueiro Daniel Vorcaro será decidida em julgamento a ser realizado na sexta-feira, 13, pela Segunda Turma do STF, formada pelos ministros André Mendonça, relator do caso Master, Kassio Nunes Marques, Luiz Fux, Dias Toffoli e Gilmar Mendes.
Dias Toffoli já se declarou suspeito na quarta-feira, 11, quando, por razões de foro intimo, segundo declarou, declinou da relatoria da ação do deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) que cobrava na Justiça a instalação da CPI do Master na Câmara dos Deputados. Ele estendeu a suspeição ao julgamento da prisão de Vorcaro.
Portanto, irão votar quatro ministros, e um eventual empate beneficia o ex-banqueiro, que poderá passar para prisão domiciliar Vorcaro foi preso no início do mês, após a Polícia Federal apresentar uma representação ao ministro André Mendonça pedindo a prisão preventiva dele e de outras três pessoas, o que inclui seu cunhado, Fabiano Zettel.
A PF considera que Vorcaro liderava uma organização criminosa constituída por quatro núcleos de atuação, um deles para intimidar e ameaçar pessoas da imprensa e políticos que se colocassem contra os interesses do ex-banqueiro. Esse núcleo também viabilizou a invasão de sistemas de informação do Ministério Público Federal, Polícia Federal e até da Interpol.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, à época do pedido da PF manifestou a Mendonça que precisava mais tempo para analisar a representação e que não via urgência nas cautelares solicitadas, mesmo com ação do acusado para obstruir a justiça como a invasão de dados que pudessem colocar Vorcaro em condição de saber com antecedência os passos da investigação e tentar sabotá-la.
Segundo a PF, Gonet foi alertado sobre essa conduta de Vorcaro em novembro, após a apreensão de seu celular.