CPMI do INSS quebra sigilo de Lulinha e sessão é interrompida por briga

Base do Governo recorre ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para anular votação, alegando fraude.
Paulo Pimenta (e) afronta Viana e diz que votação foi fraudada. Foto: Geraldo Magela.

A CPMI do INSS aprovou nesta quinta-feira, 26, em votação simbólica e em bloco, uma série de pedidos de quebras de sigilo bancário e fiscal, com destaque para o nome de Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, além do Banco Master e da CredCesta. Foram aprovados de uma só vez, conforme acordado pelo presidente Carlos Viana (Podemos-MG) com o colegiado, todos os 87 requerimentos da pauta.

A base do governo, via deputado Paulo Pimenta (PT-RS), recorreu a Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, para anular a decisão da sessão, sob alegação de fraude.

Aprovados durante uma reunião tensa, constam também requerimentos pela prisão preventiva do presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), Abraão Lincoln Ferreira da Cruz; as convocações do ex-líder do governo no Congresso no governo Michel Temere André Luis Dantas Ferreira (André Moura) e do ex-sócio do Banco Master, Augusto Lima.

Após a proclamação do resultado houve tumulto na sala, iniciado por parlamentares da base do governo, sobre a contagem e a forma de votação. Deputados da situação partiram para cima da mesa, onde estavam o presidente e o relator, deputado Alfredo Gaspar(União-AL).  A Polícia Legislativa interveio para impedir a aproximação, assim como deputados da oposição.

Os deputados da base reclamavam que só votariam em bloco os requerimentos se o presidente Carlos Viana colocasse requerimentos que a base gostaria de ver apreciados. Coordenador do governo na CPMI do INSS, o deputado Paulo Pimenta reclamou que Viana só colocava na pauta requerimentos já rejeitados e não incluía pedidos não analisados.

A CPMI rejeitou em dezembro  a convocação de Lulinha por 19 votos a 12 após articulação do governo – o relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar, insistiu e apresentou novo requerimento após o revés. A mesma movimentação governista também barrou há tres semanas a votação da quebra de sigilo de Lulinha.

O senador Carlos Viana disse que a votação em bloco foi solicitada pelo próprio governo com base regimental ,e que a verificação de quórum passou a valer pelo painel eletrônico de presença, com o registro de 31 parlamentares. Ao pedir que levantassem a mão quem não concordava com a votação, apenas sete deputados do PT ergueram o braço, em contagem feita duas vezes por Viana.

Video abaixo do tumulto na CPMI: