A abertura de um novo inquérito para investigar possível tráfico de influência de Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula da Silva, foi solicitada pela Polícia Federal e já autorizada pelo ministro André Mendonça, que atua no caso do INSS e no pedido anterior de apuração de corrupção e também tráfico de influencia de Lulinha junto ao Ministério da Saúde a favor de Antonio Camilo Antunes, o Careca do INSS, para comercialização de cannabis.
A Polícia Federal teria identificado nesse segundo pedido a atuação de Lulinha com um empresário do setor de tecnologia, que obteve negócios no governo federal, segundo relata O Estadão. A investigação suspeita que esse empresário pagou ao menos uma viagem para Lulinha e, em troca, obteve apoio para seus negócios. Ele também teria supostamente atuado na Dataprev, orgão de tecnologia responsavel pela gestão da base de dados do INSS.
A defesa de Lulinha disse ao Estadão que a investigação é “pesca probatória”, disse que a Polícia Federal não localizou nenhuma prova contra o filho do presidente e que ele não atuou para interceder em favor de ninguém no governo federal.
O empresário mencionado é Cleber Ribas de Oliveira, sócio da empresa 3STRUCTURE IT. Ele afirmou ao jornal ser amigo pessoal de Lulinha, que nunca obteve negócios com a Dataprev e nega irregularidades com o governo federal. Segundo a coluna de Tácio Lorran, do site Metropoles, a empresa fechou seis contratos com o governo federal que somam R$ 85,7 milhões.
O ministro André Mendonça autorizou na sexta-feira, 31, esse pedido. Os pedidos da PF não indicavam que os processos deveriam ser distribuídos a André Mendonça, por isso poderiam por livre distribuuição ir para as mãos de qualquer outro ministro. Contudo, segundo ainda o jornal, o sorteio feito pelo sistema do STF nos dois primeiros inquéritos acabou novamente escolhendo o ministro como relator.
Um terceiro inquerito para apurar outros fatos envolvendo o filho do presidente Lula também foi solicitado e está em tramitação no STF.