O Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon divulgou nesta terça-feira, 1, que a degradação florestal na Amazônia Legal bateu o recorde e cresceu 482% quando se observa o calendário de desmatamento (2024-2025).
Causada especialmente pelas queimadas e extração madeireira, a degradação florestal afetou 33.807 km², número praticamente igual ao território de Porto Velho (34.901 km²), a maior capital brasileira, e seis vezes superior que no período anterior, quando a atividade impactou 5.805 km² de vegetação.
Em fevereiro, a degradação impactou 211 km² na Amazônia, uma alta de aproximadamente 15 vezes em relação ao mesmo intervalo de 2024. Segundo o Imazon, o dado é o maior registrado para o mês na série histórica.
Pará e Maranhão foram os Estados que se destacaram por esse impacto no mês, respondendo por 89%, sendo 75% ocorrendo no Pará e 14% no Maranhão. Os municípios mais afetados também estão neles. Sete são paraenses, enquanto outros dois ficam no Maranhão
Estão no Pará, Estado sede da COP30 em novembro, cinco das oito Unidades de Conservação (UC’s) que mais sofreram degradação, somando quase 32 km² impactados.
Duas dessas UC’s já estavam entre as mais afetadas em janeiro de 2025. São a Floresta Estadual (FES) do Paru e a Área de Proteção Ambiental (APA) do Tapajós.