O presidente Lula conversou por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na manhã desta segunda-feira, 26, quando trataram da criação, proposta pelo norte-americano, do Conselho da Paz.
Segundo a assessoria do Planalto, foram 50 minutos de conversa. O presidente Lula sugeriu que o Conselho fosse limitado a discutir questões relacionadas à Faixa de Gaza, e que houvesse nele um assento para a Palestina. Não há informação sobre o que teria dito Trump.
Segundo nota divulgada pelo Palácio do Planalto, o presidente brasileiro voltou a falar da importância de uma reforma abrangente na Organização das Nações Unidas (ONU), ampliando o número de membros permanentes do Conselho de Segurança.
Um dos líderes convidados por Trump a participar do Conselho da Paz, Lula não respondeu se aceita ou não o convite. Ele chegou a criticar a proposta de criação do Conselho da Paz, e disse que Trump quer governar o mundo pelo Twitter (X), e ciar uma nova ONU para ser seu dono.
Na nota divulgada pelo Planalto, os dois presidentes teriam ainda conversado sobre a economia dos países. Os dois avaliam que o estreitamento da relação entre Brasil e Estados Unidos reflete positivamente na economia.
“O presidente Trump afirmou que o crescimento econômico dos Estados Unidos e do Brasil é positivo para a região como um todo. Ambos saudaram o bom relacionamento construído nos últimos meses, que resultou no levantamento de parte significativa das tarifas aplicadas a produtos brasileiros”.
“O presidente Lula reiterou proposta, encaminhada ao Departamento de Estado em dezembro, de fortalecimento da cooperação no combate ao crime organizado. Lula manifestou interesse em estreitar a parceria na repressão à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas, bem como no congelamento de ativos de grupos criminosos e no intercâmbio de dados sobre transações financeiras,” diz a nota à imprensa.
O governo brasileiro, na gestão 3 de Lula da Silva, não fez nenhum esforço para se aproximar do presidente Trump, que tomou posse há um ano. Os dois acabaram se encontrando pela primeira vez na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, em setembro, quando o norte-americano tomou a iniciativa de cumprimentar Lula.
Depois se encontraram novamente em outubro, na 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), na Malásia. Dessa vez, puderam sentar e conversar em uma reunião classificada como “muito positiva” pelo chanceler brasileiro, Mauro Vieira.
No mês seguinte ao encontro, os Estados Unidos retiraram a sobretaxa de 40% sobre vários produtos brasileiros.
Visita aos EUA
Os dois presidentes, no telefonema, combinaram visita de Lula aos Estados Unidos. Não definiram data, mas segundo o Palácio do Planalto ela deve ocorrer após a viagem do presidente brasileiro à Índia e à Coreia do Sul, programada para fevereiro.