O ex-presidente Jair Bolsonaro defendeu a anistia, e disse que as pessoas foram “atraídas por uma armadilha” naquele dia de janeiro de 2023. “Eu jamais esperava um dia estar lutando por anistia de pessoas de bem, de pessoas que não cometeram nenhum ato de maldade, que não tinham intenção, e nem poder pra fazer aquilo que estão sendo acusados”, disse o ex-presidente.
Jair Bolsonaro também criticou o governo Lula, e disse que se disputar a eleição de 2026 “preciso que me deem 50% da Câmara e 50% do Senado, que eu mudo o Brasil.” Não fez ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF), que inicia análise da denúncia contra ele no próximo dia 25, mas veladamente insinuou que atua juntamente com outras forças da sociedade para derrotar o bolsonarismo. “Eles não derrotaram e nem derrotarão o bolsonarimo,” disse.
O ato reuniu os governadores do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, o de Mato Grosso, Mauro Mendes, o de Santa Catarina , Jorginho Mello e o de São Paulo, Tarcísio Freitas. Coordenador e financiador do evento, o pastor Silas Malafaia foi novamente a voz de ataque a Alexandre de Moraes, relator da denúncia do golpe, chamando-o de “criminoso e ditador,” que “rasga as leis e tratados internacionais.”
“Nós vamos garantir que esse projeto – está na Câmara dos Deputados – seja pautado, seja aprovado. E quero ver quem vai ter coragem de se opor.”
O ato no Rio de Janeiro primeiro foi convocado por Bolsonaro, em rede social, com o mote de impeachment de Lula. Depois, quando a denúncia contra ele e ex-colaboradores estava prestes a ser formalizada pela PGR, ele mudou para “Fora Lula” e finalmente para a pauta da Anistia.