Levantamento feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que a redução do PIB do Brasil com a aplicação do tarifaço de 50% sobre exportação de produtos brasileiros seja de 0,16%, e que a queda do PIB americano seja ainda maior: 0,37%. Os dados foram levantados com base em estudos de fontes oficiais: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Segundo a UFMG, a queda do PIB americano leva em conta não apenas a tarifa que o presidente Donald Trump quer impor ao Brasil, a partir de 1º de agosto, mas também à China e 14 outros países, além das taxas impostas à importação de automóveis e aço de qualquer lugar.
A economia global poderá ter uma queda de 0,12%, e uma retração de 2,1% no comércio mundial (US$ 483 bilhões).
“Os números mostram que esta política é um perde-perde para todos, mas principalmente para os americanos. A indústria brasileira tem nos EUA seu principal mercado, por isso a situação é tão preocupante. É do interesse de todos avançar nas negociações e sensibilizar o governo americano da complementariedade das nossas relações. A racionalidade deve prevalecer”, afirma o presidente da CNI, Ricardo Alban.
Os setores mais prejudicados com a tarifa (% de menos exportação):
- tratores e máquina agrícolas (- 23,6%);
- aeronaves, embarcações e outros meios de transporte (-22,33%) ; e
- carnes de aves (-11,31%).
Os Estados mais prejudicados com o tarifaço, caso se concretize a medida, são:
- São Paulo: – R$ 4,4 bilhões;
- Rio Grande do Sul e Paraná: – R$ 1,9 bilhão cada;
- Santa Catarina: – R$ 1,7 bilhão; e
- Minas Gerais: – R$ 1,66 bilhão.
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