O ditador venezuelano Nicolás Maduro foi capturado pelo governo dos Estados Unidos, que na manhã deste sábado, 3, atacaram a Venezuela com bombardeios em Caracas. Não há ainda informações sobre a quantidade mortos e feridos.
Toda a ação militar foi confirmada pelo presidente americano, Donald Trump, que disse fornecer mais detalhes em uma coletiva de imprensa às 13h (horário de Brasília), em Mar-a-Lago, na Flórida.
“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea. Essa operação foi realizada em conjunto com forças de aplicação da lei dos Estados Unidos,” disse Donald Trump na rede Truth Social.
Na rede social X, a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, disse que Nicolás Maduro e sua mulher Cilia Flores irão enfrentar o Tribunal do Distrito Sul de Nova York após a captura. O ditador foi indiciado em 2020 em Nova York devido a uma acusação formal de narcotráfico e terrorismo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se pronunciou na manhã deste sábado sobre os ataques dos Estados Unidos è Venezuela e a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua mulher, Cilia Flores. Ele condenou a ação militar e cobrou uma resposta vigorosa da Organização das Nações Unidas (ONU).

“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional. Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”, disse Lula, por meio das redes sociais.
O governo brasileiro agendou reunião para este sábado ainda a fim de discutir a situação.