O curta-metragem “Mucura” foi selecionado para o Festival Internacional de Cinema do Porto – Fantasporto, um dos mais tradicionais festivais dedicados ao cinema fantástico, de terror e ficção científica no cenário mundial, realizado em Portugal. A 46.ª edição do Fantasporto ocorrerá de 27 de fevereiro a 8 de março.
A realização do filme resulta de investimento em política pública na área da cultura, tendo sido contemplado pelo Edital 01 da Lei Paulo Gustavo, executado pela Secretaria da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (Sejucel) do Estado de Rondônia.
O incentivo possibilitou não apenas a produção da obra, mas também sua circulação em festivais internacionais, ampliando oportunidades para artistas e profissionais do setor audiovisual.
Realizado anualmente em Portugal, o Fantasporto é reconhecido por revelar novas cinematografias, promover intercâmbio cultural entre países e valorizar produções independentes com identidade estética marcante.
Dirigido e roteirizado pelo cineasta premiado Fabiano Barros, o curta é estrelado por Kaline Leigue e na programação internacional representa um marco para o audiovisual produzido em Rondônia. Para o audiovisual da região, amplia a visibilidade das narrativas amazônicas e fortalece a presença da região Norte no circuito cinematográfico global.
Segundo o secretário da Sejucel, Paulo Higo, a seleção de ‘Mucura’ para um festival do porte do Fantasporto mostra que investir em cultura é investir em talento, identidade e oportunidades. “Os editais fortalecem a cadeia produtiva do audiovisual e permitem que histórias amazônicas alcancem o mundo”, destacou.
O cineasta Fabiano Barros diz que a conquista internacional está diretamente ligada às políticas públicas de incentivo cultural no Estado. “A presença do filme em festivais internacionais é fruto direto dos editais de fomento em Rondônia, que possibilitam que o cinema produzido aqui exista e alcance o mundo.”
A história
O curta, de 2025, é um filme de terror psicológico com tons sobrenaturais. Trata do luto materno e da atmosfera claustrofóbica e quente da Amazônia, e a protagonista Marta (Kaline Leigue) é uma mulher sufocada por traumas familiares, vivendo com sua filha e mãe em casa isolada em Rondônia.
A trama mistura realismo fantástico e terror psicológico, criando uma atmosfera sombria onde Marta lida com visões perturbadoras, presenças fantasmagóricas e o mistério de um ninho de mucuras (gambás amazônicos) nos canos da residência.
O filme explora os limites da sanidade e do sobrenatural ao acompanhar Marta, uma mulher que se vê atormentada por eventos inexplicáveis dentro de sua casa.