Em live transmitida pelo Youtube, o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), se manifestou, nesta segunda-feira, 13, acerca da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de suspender por 90 dias as visitas do parlamentar ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar.
“(A decisão) claramente configura essa tentativa de Alexandre de Moraes de interferir nas eleições deste ano. Não bastasse toda a maldade e injustiça que ele já vem fazendo com o Jair Messias Bolsonaro, o melhor presidente da história deste Brasil”, disse.
O pré-candidato disse ainda que Moraes atuou para deixar Bolsonaro “incomunicável”.
“E o que Alexandre de Moraes faz agora é claramente deixar meu pai incomunicável. Não por acaso, ele toma a decisão deixando o presidente Bolsonaro sem falar com o próprio filho, no caso, Flávio Bolsonaro, eu, por 90 dias. Ou seja, eu só poderia voltar a falar com o presidente Bolsonaro após o primeiro turno das eleições deste ano. Alguém acha que isso é uma coincidência? Qual o critério para estabelecer 90 dias?”, disse.
Moraes, para ministros do STF ouvidos sob reserva pela CNN, teria exagerao e até mesmo cometido erro jurídico. Eles acham que a medida só gera efeito contrário ao pretendido, levando a familia Bolsonaro e apoiadores a mais uma vez acusarem o STF e Moraes de perseguição.
Flávio disse também não entender por que a divulgação da carta passou a ser um problema agora, já que, segundo ele, outros quatro documentos também escritos pelo pai foram divulgados anteriormente sem qualquer provocação do ministro.
Moraes determinou a suspensão da visita de Flávio ao pai pelo prazo de 90 dias após o pré-candidato ter lido uma carta escrita à mão por Jair Bolsonaro dizendo que o senador era seu “porta voz” e que “as diferenças” deveriam ser deixadas de lado para apoiar Flávio. O ministro deu prazo de 48 horas para a defesa explicar se Bolsonaro tinha conhecimento da leitura da carta por meio de live.