Operação policial batizada de Sutura foi deflagrada na manhã desta sexta-feira, 16, no âmbito de investigações feitas pela Polícia Civil de Rondônia que apura fraudes no Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Município de Porto Velho (Ipam), novamente vítima de esquemas de desvio de recursos públicos.
Com autorização judicial, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em Porto Velho e Guajará Mirim, afastamento de função pública, sequestro e indisponibilidade de bens entre outras medidas. Estão envolvidos dirigentes do Ipam da gestão passada e servidores.
Em seu Instagram, o prefeito Léo Moraes (Podemos) disse que no esquema de fraudes em uma “mesma mulher teriam sido realizadas cinco cirurgias de retirada de útero (histerectomia), uma crueldade que prejudica os servidores.” O prefeito disse ainda que ao assumir o cargo pediu investigação policial e providenciou auditoria no Ipam.
A operação foi realizada pela 2ª Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO-II). As investigações envolvem uma empresa do ramo de fonoaudiologia, credenciada exclusivamente para a prestação de serviços básicos de saúde, e que passou a faturar procedimentos cirúrgicos de alta complexidade, em desacordo com os termos contratuais, além de praticar superfaturamento de valores.
Além de servidores públicos do Ipam, o esquema criminoso envolvia particulares, mediante manipulação de sistemas informatizados, duplicação de guias médicas e realização de pagamentos irregulares, causando prejuízos aos cofres públicos.
O sequestro de bens, em montante não informado pela Policia Civil, pretende assegurar a reparação do dano e a efetividade da persecução penal.
A operação conta com o apoio de diversos departamentos e delegacias da Polícia Civil e organismos do Ministério Público dedicados a combater o crime organizado e a corrupção.