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Governadores temem ficar sem dinheiro do Fundeb

O fundo utiliza recursos da União, estados, Distrito Federal e municípios para financiar a educação básica; sua vigência, pela lei, acaba neste ano. Foto: Alan Santos/PR.
Foto Alan Santos.

Reunidos em Brasilia, eles pedem a votação de emenda constitucional que torna o Fundo permanente. De cada 10 reais na educação básica, 4 são destinados pela União. Pela lei, o Fundeb acaba no final deste ano.

Geórgia Moraes, Agência Câmara

O Fórum Nacional de Governadores, reunido em Brasília (foto Marcelo Camargo) nesta terça-feira (11), encaminhou a deputados uma carta pedindo a aprovação imediata da proposta que torna o Fundeb permanente (PEC 15/15).

O documento foi entregue pela governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, à relatora da proposta, deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO); ao presidente da comissão especial que analisa a matéria na Câmara, deputado Bacelar (Pode-BA); e ao senador Flávio Arns (Rede-PR), relator de proposta semelhante no Senado (PEC 65/19).

Professora Dorinha espera votar o texto até o fim de março na Câmara. “Tenho o compromisso do presidente da Câmara”, informou. O substitutivo de Dorinha propõe uma maior participação do governo federal no financiamento da educação básica.

Ela informou que o texto está maduro para votação tanto na comissão como no Plenário da Câmara e que já foi negociado com o Senado. “O senador Flávio Arns tem trabalhado conosco desde maio”, ressaltou.

A negociação com o governo, no entanto, ainda não está “madura”, segundo a deputada. “A partir da apresentação do texto, o governo deve se posicionar”, avalia.

Participação da União
Professora Dorinha disse que a carta dos governadores reforça a necessidade de aprovação da proposta e que pontos reivindicados no documento, como a ampliação da participação da União no financiamento da educação básica, já integram seu parecer.

O Fundeb foi criado em 2006, mas apenas por um período de 14 anos – ou seja, perde a vigência em 2020. O fundo utiliza recursos da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios para financiar a educação básica no País, incluindo a remuneração dos professores. A proposta em análise na Câmara torna o fundo permanente.

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