Governo de Rondônia não adere à proposta para conter alta do diesel

Há dois dias, o Comsefaz divulgou em nota que  mais de 80% dos Estados aderiram à proposta para conter a alta do diesel, provocada pela guerra no Oriente Médio.
Palácio Rio Madeira, sede do governo do Estado de Rondônia. Foto: Frank Nery.

O governo de Rondônia decidiu não aderir à proposta do governo federal para conter a alta do diesel  mediante um subsídio de R$ 1,20 por litro do combustível importado durante os meses de abril e maio, que será dividido entre Estados e União.

Segundo a Secretaria de Estado de Finanças, não há garantia de que o desconto será repassado ao consumidor nos postos e, ainda, o governo sofre limitações orçamentárias que dificultam a participação do Estado neste momento.

Segundo o G1, na região Norte Rondônia é o único estado a recusar a adesão até o momento. Pará e Amapá ainda não se posicionaram, enquanto as demais regiões já indicaram que devem participar da iniciativa para tentar reduzir o preço do diesel.

A Sefin disse também que segue orientação do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), que reúne representantes de todo o país. O grupo,  por meio de nota, disse haver duvidas sobre a eficácia da proposta e alertou para possíveis impactos negativos nas contas dos governos estaduais.

Há dois dias, o Comsefaz divulgou em nota que  mais de 80% dos Estados aderiram à proposta para conter a alta do diesel, provocada pela guerra no Oriente Médio.  São 22 ou 23 Estados que já aderiram a proposta.

O governo federal não quer divulgar os nomes dos que não aderiram porque tenta manter negociação para adesão plena.

Porém, mesmo que não aja consenso, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a medida deve ser implementada. Medida Provisória tratando do subsídio deve sair esta semana ainda.