Governo Trump encerra investigação contra o Brasil e impõe nova tarifa de 25%

A sugestão de uma nova tarifa é uma resposta ao que os EUA vêem como práticas comerciais injustas do Brasil. Caberá ao presidente Donald Trump a decisão sobre aplicação ou não da taxa. 
Presidente Lula tratou com Trump em 7 de maio sobre a tarifa. Foto; Marcelo Camargo/ABr.

O governo Trump concluiu a investigação da seção 301 contra o Brasil e propôs nova tarifa de 25% sobre bens importados do país. O Escritório do Representante Comercial (USTR), que iniciou o processo de investigaçao a pedido do presidente norte-anericano,  anunciou nesta terça-feira, 2, uma nova taxa de 25% sobre exportações brasileiras, que deve vigorar em julho.

A sugestão de uma nova tarifa é uma resposta ao que vê como práticas comerciais injustas do Brasil. Caberá ao presidente dos Estados Unidos Donald Trump a decisão sobre aplicação ou não da taxa.

A taxa sugerida atinge vários produtos brasileiros, mas exclui uma lista numerosa de produtos  considerados estratégicos para a economia dos Estados Unidos ou cuja oferta doméstica é insuficiente. Destacam-se entre eles alimentos e produtos agropecuários, como carne bovina, castanha de caju, coco, castanha do pará,banana, manga, mamão, abacaxi, laranja, limão e outras frutas tropicais.

Aeronaves e peças de aeronaves brasileiras, terras raras, produtos químicos orgânicos, produtos farmacêuticos e fertilizantes também estariam isentos.

Segundo o anúncio, o USTR vai abrir consulta para que o setor privado comente os resultados antes da elaboração do relatório definitivo, que precisa ser publicado até 15 de julho.

Comandado pelo embaixador Jamieson Greer, o Escritório do Representante Comercial (USTR) afirma que propôs medidas de resposta para consulta pública, enquanto os “Estados Unidos continuam a manter negociações intensas com o Brasil em busca de uma solução para as preocupações americanas”.

Um novo tarifaço foi preocupação central do presidente Lula no encontro com Trump em 7 de maio nos Estados Unidos. O governo brasileiro, ciente da investigação da seção 301,  acompanhava o processo de investigação com base na Lei de Comércio dos EUA, mas esperava uma decisão apenas o fim do prazo de 30 dias acordado entre os dois presidentes.

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