Greve de servidores atinge ao menos 51 universidades federais

Parte das paralisações já dura cerca de dois meses — desde 23 de fevereiro —, e outras adesões são de março, como a da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).
MEC diz que medidas definidas em acordo foram implementadas ou estão em fase de adoção. Foto: Rafa Neddermeyer/ABr.

Servidores técnico-administrativos de ao menos 51 universidades federais fazem paralisação  em todo o país, mas o movimento se concentra principalmente na região Sudeste e atinge instituições importantes, como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O movimento não é uniforme, com menor adesão das instituições do Nordeste.  O levantamento é da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra) no último fim de semana.

Os servidores alegam descumprimento, pelo governo federal, de parte do acordo celebrado com a categoria em 2024.

Parte das paralisações já dura cerca de dois meses — desde 23 de fevereiro —, e outras adesões são de março, como a da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em 16 de março.  Laboratórios de ensino estão fechados no Estado. Outras estão sendo realizadas ao longo dos últimos dias.

São afetados pela greve os serviços de apoio, com atrasos na emissão de documentos, processamento de matrículas e suporte administrativo, funcionamento de bibliotecas, laboratórios e rádios.

O Ministério da Educação (MEC) disse em nota que os compromissos assumidos “já foram cumpridos ou se encontram em fase de implementação”, de acordo com as etapas de tramitação no Executivo e no Legislativo.