O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), enterrou a possibilidade de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master, solicitada e protocolada pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) no inicio de fevereiro com 201 assinaturas, acima do mínimo exigido de 171 apoios.
Hugo Motta, antes mesmo de começar o ano legislativo, no dia 3 de fevereiro, já havia declarado que ia obedecer o regimento, alegando haver uma fila de CPIs ou em andamento ou aguardando autorização para instalação. Nesta segunda-feira, 9, ele enterra o assunto ao dizer que vai mesmo seguir a ordem cronológica de 16 pedidos que aguardam apreciação na Casa.
Dentre eles estão requerimentos para investigar abusos de crianças da Ilha do Marajó; abuso de autoridade; demarcação de terras indígenas; violência contra a mulher; planos de saúde etc.
Critério político
Hugo Motta desvia da pressão se apoiando no regimento, mas na prática o critério para a instalação de uma CPI é político. A presidência mede a temperatura política do conjunto de 513 deputados e lideranças politicas e opinião publica para tomar uma decisão. No ano de 2025, Hugo Motta não atendeu nenhum dos pedidos de CPI.
A CPI do Master tem como foco a negociação de cerca de R$ 12 bilhões em títulos e carteiras de crédito considerados sem lastro ou de qualidade duvidosa, adquiridos pelo Banco de Brasília (BRB) junto ao Banco Master.
O deputado Rodrigo Rollemberg, que já foi governador do Distrito Federal, diz que as operações colocaram em risco recursos públicos do banco estatal do Distrito Federal.