Interdição na BR-425 por causa das chuvas preocupa comerciantes e moradores

Atravessar a área alagada por meio de métodos improvisados representa risco considerável para a segurança de todos os envolvidos.
Alagamento na BR-425 preocupa moradores e comerciantes. Foto: Facer.

Um pedido de socorro ao governador Marcos Rocha, de Rondônia, foi encaminhado pela Federação das Associações Comerciais e Empresariais de Rondônia (Facer), no início da semana, com preocupação pela interdição parcial da BR-425, nas proximidades do km 30, entre os municípios de Porto Velho e Guajará-Mirim.

O trecho está interditado devido ao alagamento do igarapé Arara. O volume de chuvas na região causa apreensão.

“A interdição parcial da rodovia pode se agravar nos próximos dias, de acordo com as previsões meteorológicas, e isso tem gerado impactos significativos tanto para o setor empresarial quanto para a população, de uma forma geral. Especialmente no que se refere ao transporte de pacientes em estado grave, que necessitam de remoção urgente para unidades de saúde na capital”, disse no documento a presidente da Facer, Kelly Naahmara Rodrigues Jorge.

Igarapé Arara transbordou, causando interdição em trecho da BR-425. Foto: Facer.

A Facer disse que apesar dos esforços do Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia (CBMRO) e da Defesa Civil estadual na mobilização de equipes e veículos de apoio, a atual logística na região, incluindo viaturas prancha e camionetas de suporte, não tem sido suficiente.

A Federação entende que atravessar a área alagada por meio de métodos improvisados representa um risco considerável para a segurança de todos os envolvidos.

A entidade avalia que nesse momento é fundamental também garantir a viabilidade de transporte aéreo, não apenas para atender pacientes graves e outras situações de urgência, quanto para permitir que as atividades econômicas continuem em funcionamento, evitando maiores prejuízos ao setor produtivo.

“Além disso, destacamos os impactos econômicos gerados pela interdição da BR-425, que afetam diretamente o comércio e a indústria local. A cidade de Guajará-Mirim, que depende fortemente do fluxo rodoviário para o escoamento de mercadorias e insumos, enfrenta dificuldades logísticas que podem comprometer as relações comerciais e a economia regional. Empresas que atuam no transporte de cargas, suprimentos e demais setores produtivos estão sendo severamente prejudicadas, o que reforça a necessidade de soluções rápidas e eficazes para restabelecer a mobilidade na região”, reforça o vice-presidente da Federação, Cicero Alves de Noronha Filho.

Falta de voos comerciais

Guajará-Mirim é um município distante a mais de 300 quilômetros da capital do Estado, Porto Velho, e abriga uma das poucas Áreas de Livre Comércio (ALCs) no Brasil, iniciativa que objetiva o desenvolvimento das cidades de fronteiras internacionais localizadas na Amazônia Ocidental.

Com tudo, as intempéries climáticas, a distância por meio rodoviário e a falta de voos comerciais no município ainda são um empecilho para o desenvolvimento do município rondoniense. A Facer, mais uma vez, voltou a cobrar voos comerciais para a região.

“É imprescindível a viabilização de companhias aéreas para atender a classe empresarial, facilitando necessidades logísticas do setor produtivo, assegurando desse modo a continuidade das atividades econômicas na região. Por isso, novamente pedimos ao governo do Estado o compromisso com o bem-estar da população rondoniense,” afirma o vice-presidente da Facer.

Com informações da Facer.