Pesquisa Ipsos-Ipec realizada de forma presencial com 2 mil pessoas de 131 municípios entre os dias 7 e 11 de março aponta que 58% dos brasileiros não confiam no presidente Lula, um salto de 6 pontos em relação a dezembro de 2024, quando 52% cravaram falta de confiança.
A parcela dos que não confiam tem aumento considerável entre:
- Aqueles com renda mensal familiar superior a 5 salários mínimos: de 62% para 73%;
- Moradores das regiões Norte/Centro-Oeste: de 56% para 66%;
- Quem tem de 25 a 34 anos: de 55% para 65%;
- Moradores de municípios com mais de 500 mil habitantes: de 53% para 64%;
- Moradores das capitais brasileiras: de 53% para 63%;
- Quem se autodeclara preto ou pardo: de 47% para 58%;
- Aqueles com renda mensal familiar de até 1 salário mínimo: de 39% para 49%;
- Aqueles com ensino fundamental: de 38% para 47%;
- Moradores da região Nordeste: de 34% para 43% e,
- Quem afirma ter votado em Lula na eleição de 2022: de 16% para 23%.
O percentual dos que confiam é de 40%, cinco pontos a menos do que em dezembro de 2024, e não sabem ou não responderam são 2%.
Sobre a aprovação da forma como o presidente administra o Brasil, ela caiu sete pontos em relação a dezembro de 2024 (47%). Agora em março Lula tem 40% de aprovação, e 55% de desaprovação, salto negativo ainda maior, de nove pontos, em relação a dezembro passado (46%).
A pesquisa revela que a aprovação da forma como o presidente administra o país se sobressai entre os que tem mais de 60 anos; católicos; os que tem ensino fundamental; moradores do Nordeste; quem avalia bem sua gestão e quem votou nele em 2022.
O percentual de desaprovação se destaca entre os que tem maior nível de instrução; os evangélicos; pessoas entre 25 e 34 anos; quem declara ter votado nulo ou em branco na eleição; os que tem outra religião que não a católica ou evangélica ou não tem nenhuma; quem avalia de forma negativa a administração de Lula e quem votou em Jair Bolsonaro em 2022.
A aprovação na forma de governar do presidente está caindo de maneira expressiva, entretanto, entre os que o apoiam.
No Nordeste, caiu de 66% para 53%; entre os escolarizados de 60% para 51%; quem possui renda familiar mensal de até um salário mínimo, de 59% para 50%; quem se declara da cor preta ou parda, de 53% para 42%; os homens, de 47% para 39%; moradores com municípios acima de 500 mil habitantes, de 47% para 36% e entre os que declararam ter votado no petista em 2022 a aprovação refluiu de 82% para 74%.
Governo
A Ipsos-Ipec confirmou nessa pesquisa uma piora na avaliação do governo Lula. Supera a positiva. Os que acham ruim e péssima são 41%, enquanto em dezembro eram 34%.
A avaliação negativa do governo passou a superar a positiva pela primeira vez neste mandato, mostrou pesquisa Ipsos-Ipec. E os que consideram a avaliação do governo federal ótima e boa ficou em 27%, ante 34% há três meses.
Esta é a primeira pesquisa sob a chancela da Ipsos com a Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica), empresa fundada em 2021 por executivos do Ibope Inteligência. Ela foi adquirida em fevereiro pela Ipsos, uma das líderes mundiais em pesquisas de mercado, fundada em 1975 na França. Os dados da pesquisa foram divulgados na quinta-feira, 13.
Abaixo a pesquisa:
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