Justiça de RO mantem presos condenados a mais de 1.000 anos de prisão

Segundo a Justiça de Rondônia, os acusados eram procurados por ter vários mandados de prisão em aberto, sendo considerados perigosos por agirem de forma muito violenta.
Policiais na Operação Fronteira Segura, que resultou na captura dos foragidos. Foto: Reprodução.

Capturados na sexta-feira, 28, na cidade de Riberalta, na Bolívia, Ricardo Fabiano de Lima e Maciel Cavalcante dos Santos foram mantidos presos pela justiça após audiência de custodia realizada no domingo,30, pela Vara Criminal de Guajará-Mirim, cidade que faz fronteira com o país boliviano.  São condenados a 1.000 anos de prisão, segundo a Polícia Militar de Rondônia.

Eles são acusados de pertencer a uma quadrilha especializada em roubo de caminhonetes em Rondônia e no Acre para comercializar na Bolívia. Foragidos, os dois possuíam mais de dez mandados de prisão em aberto, e um deles estava na Lista Vermelha da Interpol.  A ação policial que culminou na prisão foi realizada em conjunto pelo governo de Rondônia e Ministério da Justiça.

Segundo a Justiça de Rondônia, os acusados eram procurados por ter vários mandados de prisão em aberto por diversos crimes, sendo considerados perigosos por agirem de forma muito violenta com relação às vítimas, “praticando sequestros e espancamentos.”

Contra um deles, considerado o líder da organização criminosa, havia sete mandados mandados de prisão em aberto por crimes como roubo, recepção, furto, porte de arma de fogo, praticados em diversas cidades de Rondônia, como Buritis, Ariquemes e Porto Velho.

Ele vivia na Bolívia com identidade falsa há 10 anos, segundo apurou a polícia. Contra o segundo acusado capturado,  natural do Acre, havia um mandado expedido pela Vara Criminal de Plácido de Castro – TJAC (prisão preventiva por homicídio).

A prisão foi resultado da operação Fronteira Segura,que mobilizou unidades especializadas da Polícia Militar de Rondônia, como o Batalhão de Polícia Militar de Fronteira (BPFRON), Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), Batalhão de Policiamento de Choque (BPCHOQUE) e o Pelotão de Operações com Cães.