Lula faz visitas oficiais à Índia e Coreia do Sul para fortalecer comércio

Presidente fica fora do país entre 18 e 24 de fevereiro; ele participará de fóruns empresarias em ambos os países.
Embaixadora Susan Kleebank, secretária de Ásia e Pacífico do Ministério das Relações Exteriores, falou à imprensa sobre a viagem. Foto: Diego Campos/PR,

Por uma semana, entre 18 e 24 de fevereiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se ausenta do Brasil para cumprir visitas oficiais na Índia e Coreia do Sul, respectivamente o 10º e 13º destino das exportações brasileiras. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a expectativa é firmar acordos para o fortalecimento do comércio e parcerias estratégicas.

A visita oficial a Nova Deli, capital da Índia, é uma retribuição à visita do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, ao Brasil, em julho de 2025 durante a Cúpula do Brics, com agenda mais ampla, ocorrendo entre 18 e 22 de fevereiro.

Em briefing à imprensa, a embaixadora Susan Kleebank, secretária de Ásia e Pacífico do Ministério das Relações Exteriores, a parceria estratégica entre Brasil e Índia ocorre desde 2006, e as relações passam por um momento de ascensão, sustentada por complementaridades econômicas e tecnológicas.

“Com mais de 1,4 bilhão de habitantes, a Índia hoje é o país mais potente do mundo e detém o quarto maior PIB do planeta. A economia indiana é a que mais cresce entre os países do G20. A taxa de crescimento econômico da Índia tem se mantido em torno de 7% a 8% ao longo dos últimos anos”, disse a embaixadora no encontro com jornalistas semana passada.

“O diálogo e a cooperação com a Índia ganham ainda mais importância no atual contexto de instabilidade global. Os dois países têm posições coincidentes e bem centrais na pauta internacional, pela necessidade de reforma da governança global, inclusive da ampliação do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Além disso, desenvolvem cooperação ativa em setores estratégicos para os dois países”, completou Susan Kleebank.

Durante a visita do primeiro-ministro Narendra Modi, no ano passado, discutiu-se acordo que abrange um conjunto de estruturas de relações bilaterais de cinco pilares prioritários para os próximos dez anos. São eles: defesa e segurança; segurança alimentar e nutricional; transição energética e mudança de clima; transformação digital e tecnologias emergentes; e parcerias industriais.

A agenda na Coreia do Sul ocorre entre 22 e 24 de fevereiro, a convite do presidente Lee Jae Myung. Esta será a terceira visita do líder brasileiro ao país, a primeira de Estado. Na ocasião, será adotado o Plano de Ação Trienal 2026-2029, com intuito de elevar o nível do relacionamento entre os países para uma parceria estratégica.

A embaixadora Susan Kleebank afirma que no aspecto econômico-financeiro a Coreia do Sul é um dos principais e mais tradicionais parceiros do Brasil. “A visita simboliza a importância que os países dão à relação bilateral, estabelecida há mais de seis décadas. Queremos aproveitar o imenso potencial existente e aprofundar as relações com esse país tão relevante que é a Coreia do Sul”, destacou.

Segundo ela, entre os resultados esperados está o incentivo da retomada de um novo ciclo de investimentos, atraindo ao Brasil capital da Coreia em fluxos tecnológicos, agropecuários e de cosméticos.

O presidente Lula participa, tanto na Índia quanto n Coreia do Sul, de uma série de fóruns empresariais e encontros voltados ao fortalecimento estratégico com os países asiáticos. Em Nova Deli, está prevista a presença de mais de 300 empresas brasileiras no Fórum Empresarial Brasil-Índia.

Os painéis tratarão de temas como indústrias e minerais estratégicos críticos, mobilidade e transição energética, setores de saúde e farmacêutico, saúde e segurança ambiental, agricultura familiar e inovação marinha.

Em Seul, capital da Coreia, o Fórum Empresarial Brasil Coréia reunirá 230 empresas brasileiras para oportunidades de diálogos econômicos e comerciais.

Com informações do MRE.