A possibilidade do acordo começou a se consolidar na semana passada, quando a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal alcançou maioria (3×0) para manter Vorcaro preso preventivamente.
O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, de Daniel Vorcaro, em 18 de novembro de 2025. O motivo principal foi o colapso financeiro da instituição, que enfrentava uma crise de liquidez após oferecer rendimentos agressivos para atrair investidores.
Um esquema de fraudes bilionárias, estimado em cerca de R$ 17 bilhões, foi revelado nas investigações. Ele incluía a criação de carteiras de crédito falsas e tentativas de vender esses ativos fictícios ao Banco de Brasília (BRB) para mascarar o rombo contábil. A venda do Master para o BRB chegou a ser anunciada, mas o BC impediu. No entanto, prejuízos ao banco estatal na casa de bilhões já tinham sido consumados pelos gestores.
Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal um dia antes da liquidação, durante a Operação Compliance Zero. Conversas entre ele e um celular atribuído ao ministro Alexandre de Moraes no dia 17 de novembro foram reveladas pela imprensa.
El foi solto mediante o cumprimento de medidas cautelares, e monitoramento via tornozeleira eletrônica, e acabou sendo preso novamente no começo do mês de março, por decisão do ministro André Mendonça, após receber uma representação da Polícia Federal de cerca de 2 mil paginas na qual se descreve a existência de uma organização criminosa comandada por Vorcaro constituída por quatro núcleos, um deles com a tarefa de intimidar e ameaçar jornalistas e quaisquer outras pessoas que se colocassem contra os interesses do banqueiro liquidado.
Desse mesmo grupo, sob liderança do cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, fazia parte pessoas encarregadas de providenciar a invasão de sistemas de tecnologia de informação do MPF, PF e até da Interpol.