A Polícia Federal deflagou nesta sexta-feira, 3, mais uma operação envolvendo irregularidades no repasse de emendas parlamentares modalidade transferência especial (emendas PIX) em dois municípios de Roraima, Iracema e São Luiz do Anauá.
É a Operação Acesso Negado, e o total de repasses via emendas é de R$ 90 milhões, apresentadas pelo atual ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Jhonatan de Jesus, quando ele era deputado federal; deputado Antonio Nicoletti (PL-RR); senador Dr. Hiran (PP-RR), que também era deputado federal, e ex-senador Telmário Mota. Eles não são alvos da operação.
Os policiais cumpriram 41 mandados de busca e apreensão, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em endereços localizados em Roraima, Bahia, São Paulo e Tocantins.
A Polícia Federal começou a investigar após auditorias da Controladoria-Geral da União, CGU. O ministro Flávio Dinodeterminou, o ano passado, a suspensão de repasses de emendas auditadas que reveleram indícios de crimes.
Em Iracema, a CGU identificou que as emendas indicadas por Jhonatan de Jesus foram movimentadas na mesma conta bancária de outras emendas, o que é proibido, dificultando o controle sobre o que foi gasto.
Segundo o jornal O Estadão, não há prestação de contas sobre o que foi feito com o dinheiro das emendas, que teria “sumido” em sua maior parte, do atual ministro do TCU Jhonatan de Jesus. Ele teria enviado, junto com o pai que é conselheiro do Tribunal de Contas de Roraima Mecias de Jesus, mas antes foi senador, R$ 13 milhões para a construção de 300 casas populares, mas só uma foi erguida e ainda ficou abandonada, mostrou o Estadão, que fez reportagem no local.
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